Livros

Maria José Ribas


MGFamiliar . - Wednesday, April 08, 2009

Quando o Carlos me pediu para falar dos livros que mais me tocaram, desci as escadas e sentei-me em frente aos meus livros. Por alguma razão nunca gostei de os emprestar ou de ler livros emprestados. Gosto de os comprar e de os guardar, para revisitar e folhear sempre que posso. E este foi um bom motivo para o fazer: que livros mais me tocaram? Quanto às leituras que contribuíram para a minha formação médica, sem dúvida já muitas aqui foram lembradas.

Outras leituras: "O Livro de Safira" por Gilbert Sinoué, Editora Difel

Nunca a História me fascinou tanto como o período da Tolerância em que, em Espanha, Cristãos, Judeus e Muçulmanos conviveram e viveram no mesmo espaço.

Neste romance, um monge, um rabino e um filósofo árabe unem os seus conhecimentos na busca de um objectivo comum.

Nunca mais se repetiu este período da história nem parece haver condições para que se volte a repetir em qualquer lugar do mundo dos nossos tempos.

 

 

 

 

Outras leituras: "O Meu Pé de Laranja Lima" por José Mauro de Vasconcelos, Editora Dinapress

“Eu sou arteiro, sou levado, muito peralta por isto vivo apanhando da malvada Jandira, aquela solteirona. Lá em casa ninguém gosta de mim só a Godoia, o papai depois que perdeu seu emprego na fábrica vive bêbedo, a mamãe sai de madrugada para trabalhar, coitada, para sustentar a casa. Meu irmão acima de mim o Totó só quer saber de me chutar, tem o Luizinho muito pequeno este eu tenho de cuidar, os outros irmãos nem lembram que eu existo.”

Zezé, de 5 anos, vive com os seus muitos irmãos e a sua enorme imaginação. A sua pequena árvore – Minguinho - fala com ele. Para fugir do mundo em redor, Zezé encontra na árvore o seu refúgio. O seu melhor amigo acaba por ser um homem rico e só - Portuga - e a relação de amizade que entre os dois se estabelece faz com que todos os problemas da vida valham a pena.

Esta referência já não é a primeira entre os leitores da MGFamiliar. Mas nunca é demais repetir.

Quando preciso de chorar sentidamente, leio O Meu Pé de Laranja Lima. Tudo na vida é mesmo relativo!

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