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Renovação de prescrições respiratórias em MGF – uma opinião


MGFamiliar ® - Sunday, November 27, 2016




A transição para os cuidados de saúde primários da prescrição de cuidados respiratórios domiciliários acarreta, como todos sabemos, um volume de trabalho que não é desprezível. Contudo, os principais argumentos que desaconselham este procedimento serão, a meu ver:

1. A responsabilização indevida dos médicos de família por um tipo de terapêutica cuja monitorização muitos não têm a experiência necessária pois não é do seu âmbito de especialidade (e entre os quais me incluo), e daí também não fazer sentido os pacientes terem alta das consultas hospitalares onde essas terapêuticas foram iniciadas;

2. O uso de plataformas informáticas pouco amigas do utilizador, com acréscimo desnecessário no tempo despendido para esta tarefa;

3. A manutenção do seguimento do paciente na consulta de pneumologia respectiva, mesmo que a prescrição continuada caiba aos MF. Se assim é, por que não utilizam os colegas da pneumologia as dispendiosas plataformas informáticas de prescrição a que aludi no ponto anterior para prescrever (numa só receita ou no nº de receitas que a tutela achar necessário), os cuidados que entenderem ATÉ à realização de nova consulta? 

4. Falácia do argumento "separação de custos entre cuidados primários e secundários", uma vez que, segundo julgo saber, qualquer receita de medicamento emitida num hospital e aviada em farmácia extra-hospitalar recai, no que concerne à comparticipação, sobre a ARS respectiva e não sobre a administração hospitalar prescritora. Se assim é, porque não sucede o mesmo com os cuidados respiratórios hospitalares?

A bem dos nossos pacientes, mude-se esta situação. Deixem-nos ser Médicos de Medicina Geral e Familiar!

Por Nelson Brito, UCSP Quarteira


Comments
Mónica Granja commented on 08-Dec-2016 11:13 AM
boa Nelson; isto é só a ponta do iceberg!


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