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Da janela do consultório de um médico de família

27/04/2008

Pobreza global - para reflexão           

13/04/2008

Vê-se muito!            

04/04/2008

Diabetes: gestão de recursos, prioridades…             

09/03/2008

 

O Cancro Pode Ter Cura - António-Pedro Vasconcelos

 

 

 

Destaques

 

Ferramentas: Orientações Técnicas da DGS

Ferramentas: Electronic Preventive Services USPSTF

PDA: EPOCRATES Rx

Ferramentas: Risco cardiovascular

Educação: Uso de imagens e vídeo

Revistas: edição especial RPCG

Ferramentas: Calculadora da gravidez

 

O livro que mais me tocou

Armando Brito de Sá, médico de família, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa

Leitura Médica

 

Aequanimitas. With other Addresses to Medical Students, Nurses and Practitioners of Medicine de Sir William Osler. New York: The Blakinston Division, McGraw-Hill, Inc. 1937

 

Sir William Osler (1849-1919) é uma das figuras marcantes da prática e do ensino da medicina do Século XX. Um conjunto de comunicações e conferências por si produzidas foi editado pela primeira vez em 1904...  (cont.)

 

Outras leituras

 

Cidadela de Antoine de Saint-Exupéry. Prefácio e tradução de Ruy Belo. Lisboa: Editorial Presença. 1996 (1ª Edição)

 

Os livros do final da adolescência são, por norma, os mais marcantes nas nossas vidas. Não foi excepção comigo – algumas das obras que mais prezo li-as nesse tempo. (cont.)

 

 

Google

 

Reumatologia

 

FRAX® - Instrumento de avaliação do risco de fractura da OMS

 

Orientação técnica sobre suplemento de cálcio e vitamina D em pessoas idosas, DGS

 

Orientação técnica para a utilização da absorsiometria radiológica de dupla energia (DEXA), DGS

 

OT 13 - Fracturas da extremidade proximal do fémur no idoso: recomendações para intervenção terapêutica, DGS

 

Comentários

05.05.2008 Daniel Pinto:

Gostava de deixar a todos alguns pensamentos sobre as ferramentas relacionadas com a osteoporose...

- FRAX -
Acho que o conceito de haver um calculador de risco de fractura na osteoporose é algo que nos agrada a todos. Afinal, numa área tão polémica como a da osteoporose, é bom ter algo de palpável para guiar as nossas decisões. Ainda por cima, este calculador de risco é muito parecido com os que já conhecemos para as doenças cardiovasculares, o que facilita a sua aceitação.
No entanto, quando há algum tempo atrás encontrei este site, fui procurar o substrato científico que serve de base a este cálculo. Se formos consultar a lista de referências do site verificamos que, não há uma única em que o Prof. Kanis não seja autor. Ao mesmo tempo, quase todas as revistas em que os trabalhos foram publicados estão ligadas à International Osteoporosis Foundation ou à National Osteoporosis Foundation, dois dos grupos conhecidos por terem das normas de orientação mais interventivas no que concerne ao rastreio por densitometria e à terapêutica na osteoporose e na osteopénia. Não querendo pôr em causa a validade do trabalho deste senhor, fica-se na dúvida se será ele o único a investigar sobre o tema... A este propósito, foi apresentado no Encontro uma revisão muito interessante nesta área: "Osteoporose: factores de risco e densitometria óssea", das colegas Catarina Azevedo Gomes e Susana Vilas Boas. Daquilo que me recordo, as conclusões principais relativamente aos factores de risco eram no sentido de não existir consenso entre as várias guidelines acerca de quais eram, nem haver evidência de que qualquer dos instrumentos de avaliação de risco existentes tivesse demonstrado um valor preditivo (positivo e/ou negativo) razoável. Mas, melhor que eu, as autoras poderão elucidar-nos sobre as suas conclusões.
Resumindo e concluindo: o conceito de cálculo de risco de fractura é muito interessante, mas eu teria algum cuidado ao utilizar este site.

- Normas da DGS -
As circulares da DGS são, como é hábito, resultado de um trabalho encomendado a peritos. Não conhecemos os seus autores (neste caso, apenas o coordenador do grupo), as fontes em que se basearam ou a sustentação científica das suas conclusões. Que se saiba, também não existe um processo de revisão inter-pares. Compare-se a actuação da DGS nesta matéria com o National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) do Reino Unido, em que é possível conhecer todo o processo de elaboração das recomendações (a de osteoporose, por exemplo, está em desenvolvimento: http://www.nice.org.uk/guidance/index.jsp?action=byID&o=11621). É certo que a desproporcionalidade de meios é grande, mas acho que não nos faz mal nenhum ambicionarmos ir um pouco além do que temos hoje. Voltando à osteoporose, o que temos nesta recomendação é a visão do reumatologista, obtida por consenso de peritos. Fico sem saber até que ponto foram incluídos na elaboração da recomendação trabalhos como o artigo recente de Bolland e colaboradores que mostrou que o número necessário tratar com suplementos de cálcio para prevenir uma fractura sintomática é de 50, enquanto o NNT para provocar um evento cardiovascular é de apenas 29 (ver clube de leitura "Suplementos de cálcio na menopausa e eventos cardiovasculares" no número de Janeiro / Fevereiro da Revista Portuguesa de Clínica Geral: http://www.apmcg.pt/files/54/documentos/20080304173238203777.pdf). Isto é, que poderemos estar a provocar quase dois eventos cardiovasculares por cada fractura que prevenimos.
O mesmo raciocínio se aplica à circular sobre densitometrias. Assim sendo, qual o grau de importância que devo dar a estas circulares da DGS?

Este tema parece-me de uma importância capital para aquilo que queremos que venha a ser o futuro da medicina geral e familiar em Portugal. Neste momento há muitas USFs ocupadas na elaboração de planos e normas de actuação internos, cada qual para seu lado, com muito pouca discussão entre si. Porque há-de a pólvora de ser inventada 100 vezes por pessoas diferentes, quando todos poderiam trabalhar em conjunto e produzir algo de verdadeiramente meritório? O projecto do Manual de Actividades Preventivas, do qual o Carlos é um dos mentores, é um excelente passo nesse sentido. Parece-me que todos nós deveremos ser mais exigentes com aquilo que se faz em Portugal, mas, ao mesmo tempo, estar preparados para o acréscimo de responsabilidade que isso nos trará.

--
Daniel Pinto

Email: danieljllpinto@gmail.com
WWW: www.danielpinto.net
Informação de contacto: www.danielpinto.net/contacto/

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