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Ana Sardinha, médica de família

Leitura Médica

 

O Médico, o seu Doente e a Doença

Michael Balint

Climepsi, 1998

 

Há muitos anos atrás, quando iniciava funções como Clinica Geral sem fazer a mais pequena ideia do que era ser Médica de Família, tendo apenas uma forte convicção de que o que eu queria mesmo era ser médica das pessoas, trouxeram até mim um livro médico que de imediato ficou na minha memória como algo de muito especial (cont.)

 

Outras leituras

 

Os Olhos do Homem que Chorava no Rio

Ana Paula Tavares e Manuel Jorge Marmelo

Editorial Caminho, 2005

Leitura que embala em sonhos que podem preencher a vida, faz apreciar e valorizar  coisas simples que existem no quotidiano e que tantas vezes  passam despercebidas,  e permite perceber que se pode amar sem palavras... (cont.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O livro que mais me tocou

 

 

 

Jaime Correia de Sousa, médico de família

 

Leitura médica: Culture, Health and Illness por Cecil G. Helman, 4th ed. Arnold, 2001.

 

Era Agosto. Tinha ido de férias com a família para Helsínquia. O tempo tinha estado magnífico, quente, com os dias ainda longos, se bem que a diminuir, mas não resisti a dar um salto ao centro da cidade, à Akademiska Bokhandlen, a fantástica livraria saída do traço genial de Alvar Aalto.

Mais por vício do que por necessidade, pois trouxera comigo leituras suficientes para as férias, fui olhando distraidamente para os livros expostos. Passei sem parar pelas estantes de livros em finlandês; a aridez da língua nem sequer me despertou a tentação de tentar perceber os títulos. Demorei um pouco mais nos livros suecos, já sendo capaz, se bem que com alguma dificuldade, de tentar adivinhar de que tratavam. Na secção de livros estrangeiros onde, entre títulos franceses, alemães, espanhóis, italianos e mesmo portugueses, predominavam os de língua inglesa, procurei distinguir a literatura de qualidade dos best-sellers de grande tiragem para público de leituras preguiçosas com direito a posição de destaque nos expositores.

Demorei pouco nesta actividade; nada de relevante me saltara à vista. Como de costume, subi ao primeiro andar onde sabia existir uma boa secção de livros técnicos; procurei a área de medicina. Na pequena secção dedicada aos cuidados de saúde primários fui manuseando alguns livros, atraído pelo título, procurando algo de diferente, que não conhecesse e que fosse ao encontro de temas com os quais andasse interessado nos últimos tempos.

O título logo cativou a minha atenção -  Culture, Health and Illness. Já tinha lido sobre Cecil Helman e folheado uma edição anterior, mas esta nova edição fora revista e aumentada, com novos capítulos tornando o seu conteúdo ainda mais atraente e relevante.

De imediato decidi comprá-lo. A intenção inicial era de o ler calmamente no regresso a casa, em Portugal, pois tinha trazido leituras de férias em quantidade suficiente. Mas o livro rapidamente me seduziu e li diversos capítulos seguidos, como se tratasse de um romance. É esse prazer que quero partilhar convosco.

Culture, Health and Illness de Cecil Helman, constituí leitura “obrigatória” para quem se dedica ao ensino da medicina e deveria ser referência de leitura recomendada a qualquer futuro médico. O ensino da antropologia e sociologia da medicina têm contextos e enfoques muito diferentes entre as várias escolas médicas Portuguesas. No entanto, alguns dos temas e conteúdos abordados nesta obra deveriam ser introduzidos no ensino/ aprendizagem de todos os cursos de medicina e da formação pós-graduada de medicina geral e familiar.

Culture, Health and Illness fala-nos de pessoas, das suas famílias, dos seus grupos sociais, culturais, religiosos, dos comportamentos face à saúde e doença, das formas utilizadas para procurar ajuda quando se sentem mal (enfermos ou dolentes), dos modelos explanatórios sobre o adoecer e o curar, das crenças sobre a anatomia e fisiologia do corpo humano, das relações entre corpo e espírito, dos rituais associados às curas, dos hábitos alimentares, das relações médico-doente, entre outras.

Cecil Helman baseia grande parte da obra nas suas pesquisas ou na vasta literatura publicada, dando obviamente um maior enfoque aos grupos culturais e étnicos que encontra na sua actividade profissional: os britânicos e os numerosos grupos e subgrupos de emigrantes residentes no Reino Unido. Mas as suas observações e reflexões são pertinentes em muitos outros contextos sendo, por isso de uma enorme riqueza o que a leitura destas páginas nos pode proporcionar.

Para leitores menos habituados ao inglês, existe uma edição brasileira do livro que pode ser pesquisada na Internet. Recentemente foi editada uma quinta edição que ainda não tive oportunidade de consultar. Pela descrição, esta nova edição foi aumentada e modernizada com material novo em todos os capítulos; existe ainda um capítulo novo sobre novos métodos de investigação em antropologia médica.

Foi esta a leitura que mais me tocou, no que respeita a livros profissionais e que quis partilhar com os leitores do MGFamiliar.net.  

Porto, 22 de Junho de 2008

Jaime Correia de Sousa

Médico de Família

USF Horizonte

Disponível na Livraria MGF.zon

 

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Livros relacionados com medicina

Comunicação em Contexto Clínico

José M. Mendes Nunes

Edições Bayer Health Care, 2007

 

Excelente livro sobre a arte da comunicação na consulta. A não perder.

 

 

Manual de Medicina Familiar

Ian R. McWhinney

Inforsalus, 1994

 

Tradução do original inglês "A Textbook of Family Medicine" de 1989. Uma autêntica "porta de entrada" à Medicina Geral e Familiar.

 

 

A Textbook of Family Medicine

Ian R. McWhinney - 2nd ed.

Oxford University Press, 1997

Disponível na Livraria MGF.zon

 

 

Cuidados de Saúde Primários em Portugal - Reformar para novos sucessos

André R. Biscaia, José N. Martins, Mário F. L. Carreira, Inês F. Gonçalves, Ana R. Antunes, Paulo Ferrinho

Padrões Culturais Editora, 2006

 

 

 

Redacção e Apresentação de Trabalhos Científicos

Pedro Serrano

Relógio D'Água Editores, 1996

 

 

 

Classificação Internacional de Cuidados Primários - ICPC 2, segunda edição

Comissão Internacional de Classificações da WONCA

APMCG - Departamento Editorial, 1999

 

 

 

 

 

 

Evidence-Based Medicine

Sharon E. Straus, W. Scott Richardson, Paul Glasziou, R. Brian Haynes

Elsevier Churchill Livingstone, 2005

 

Disponível na Livraria MGF.zon

 

 

 

 

Narrative-Based Primary Care: A Practical Guide

John Lanuner

Radcliffe Medical Press Ltd, 2002

 

Disponível na Livraria MGF.zon

 

The Bellevue Guide to Outpatient Medicine: an evidence-based guide to primary care

Nate Link, Michael Tanner, Danielle Ofri, Lloyd Wasserman BMJ Publishing Group, 2001

Disponível na Livraria MGF.zon

 

A Dictionary of Epidemiology

John M. Last

Oxford University Press, 2001

Disponível na Livraria MGF.zon

 

 

How to Read a Paper: The Basics of Evidence-Based Medicine

Trisha Greenhalgh

BMJ Publishing Group, 2001

Disponível na Livraria MGF.zon

 

 

O Médico, o seu Doente e a Doença

Michael Balint

Climepsi, 1998

 

 

 

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Outras leituras

Os Olhos do Homem que Chorava no Rio

Ana Paula Tavares e Manuel Jorge Marmelo

Editorial Caminho, 2005

 

 

 

Falai-me de Amor

Michel Quoist

Edições Paulistas, 1986

 

 

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O livro que mais me tocou

 

 

Armando Brito de Sá, médico de família, Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa

abritosa@gmail.com

 

Leitura médica: Aequanimitas. With other Addresses to Medical Students, Nurses and Practitioners of Medicine de Sir William Osler. New York: The Blakinston Division, McGraw-Hill, Inc. 1937

Sir William Osler (1849-1919) é uma das figuras marcantes da prática e do ensino da medicina do Século XX. Um conjunto de comunicações e conferências por si produzidas foi editado pela primeira vez em 1904; a segunda edição, de 1906, vê serem adicionadas três conferências, uma das quais, The fixed period, gerou forte polémica pela tese que defendia – de que a produção intelectual humana mais relevante acontece até aos quarenta anos, e que a partir dos sessenta o homem se torna mais travão que alavanca de conhecimento. O livro tomou o nome da primeira conferência, Aequanimitas, proferida a um de Maio de 1889, tendo-se tornado um dos mais conhecidos livros na área médica no mundo anglo-saxónico.

Conheci Aequanimitas relativamente tarde – na verdade foram os escritos de Ian McWhinney que me puseram no encalço desta obra – e desde então tornou-se literalmente num dos meus livros de cabeceira. Naturalmente algumas das conferências estão hoje datadas, tendo perdido muita da sua relevância. O que torna este livro numa obra única é a forma transcendente como Osler reflecte sobre a medicina e o ser-se médico. As imagens por ele transmitidas não se limitam a reflectir a sua concepção da medicina no virar do século XIX – homens (à época ainda raras mulheres) cujo conhecimento médico tinha obrigatoriamente de assentar numa sólida cultura clássica, viajados, actualizados cientificamente, sabedores tanto do ponto de vista teórico como competentes do ponto de vista prático. Osler escreve com a maior naturalidade aforismos e pensamentos que, arrisco-me a predizer, serão lidos dentro de séculos, a par dos escritos hipocráticos.

Poderá ser adquirido na Livraria MGF.zon

Outras leituras: Cidadela de Antoine de Saint-Exupéry. Prefácio e tradução de Ruy Belo. Lisboa: Editorial Presença. 1996 (1ª Edição)

Os livros do final da adolescência são, por norma, os mais marcantes nas nossas vidas. Não foi excepção comigo – algumas das obras que mais prezo li-as nesse tempo. A Cidadela, de Antoine de Saint-Exupéry, belissimamente traduzida e prefaciada por Ruy Belo e ao tempo editada pela Aster, foi de todas aquela a que regresso regularmente. Alia uma estética de contenção quase espartana a uma profundidade imensa, ainda que por vezes se sinta o pensamento divagar. Este é, aliás, um repositório de textos não exactamente dispersos mas cuja organização não estava terminada: Saint-Exupéry desaparece antes da conclusão da obra. O cenário é o deserto: seco, duro, impiedoso, não tolerando a mínima fraqueza. O narrador é aquele que governa a cidade, com um misto de piedade e punho de ferro. Conjura com frequência a sabedoria do seu pai ao mesmo tempo que ministra ensinamentos ao seu filho. Deste modo a linha do conhecimento cursa harmoniosa entre gerações. A decisão ética é aqui imperativa, e sempre um acto solitário.

Cidadela é uma obra para todos os tempos e para todos os homens. Temos o dever moral de a passar de geração em geração.  Comente este artigo!

Armando Brito de Sá

Poderão consultar a ficha de recenseamento deste livro na biblioteca Gulbenkian por António Quadros aqui...

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Ana Sardinha, médica de família, USF Horizonte, Matosinhos

ammsardinha@netcabo.pt

Leitura médica: O Médico, o seu Doente e a Doença de Michael Balint - Climepsi, 1998

Há muitos anos atrás, quando iniciava funções como Clínica Geral sem fazer a mais pequena ideia do que era ser Médica de Família, tendo apenas uma forte convicção de que o que eu queria mesmo era ser médica das pessoas, trouxeram até mim um livro médico que de imediato ficou na minha memória como algo de muito especial – O MÉDICO, O SEU DOENTE E A DOENÇA- de MICHAEL BALINT. Já li a sua tradução em português com uma introdução efectuada por um colega que à data desconhecia e que igualmente me encantou; atentem nas suas palavras:

“..a perda quase completa dessa dimensão humana inter-relacional, coisificada num numero de cama de um hospital, ou num qualquer diagnóstico, onde predomina o anonimato do doente perante o imenso aparelho tecnológico da medicina actual, é uma das principais fontes de manutenção do sofrimento destes...”

À medida que “avança”o conhecimento cientifico, as tecnologias “de ponta” e quanto mais me dedico à Medicina Geral e Familiar, mais me apetece ler e reler este livro, cuja permanente actualidade é impressionante.

De tal maneira me “ tocou” e “toca”, que os meus internos sabem ser sempre a minha primeira recomendação, muito antes de começarem a estudar os problemas de saúde... para que aprendam também a efectuar “ trabalhos” baseados em emoções!

Ser “Médico” em vez de ser “Doutor”, saber dosear a intervenção/intromissão, aprender a escutar, ser médico como “ medicamento”, lidar de forma adequada com as nossas emoções e as dos outros, e fortalecer a relação médico-doente são as “ dicas “que vos deixo, para que não adiem a leitura absorvente mas tranquila deste “ Tratado”!

Até hoje continuo agradecida ao colega que me levou à sua descoberta... 

 

Outras leituras: Os Olhos do Homem que Chorava no Rio de Ana Paula Tavares e Manuel Jorge Marmelo - Editorial Caminho, 2005

É um livro da autoria de ANA PAULA TAVARES e de MANUEL JORGE MARMELO- OS OLHOS DO HOMEM QUE CHORAVA NO RIO, edições Caminho, sem dúvida o livro que mais me “tocou”  do muito que li até hoje, e gostaria de o partilhar convosco, abrindo novos horizontes de  leitura...

Leitura que embala em sonhos que podem preencher a vida, faz apreciar e valorizar coisas simples que existem no quotidiano e que tantas vezes passam despercebidas, e permite perceber que se pode amar sem palavras...

... “ a menina anda na terra como se andasse nas águas...nas águas do Douro ...tem um “ vulto” protector com quem  não fala mas ....sente-o ela e guarda-a ele...a menina antes de dormir, gosta de imaginar o mundo como um sítio onde as pessoas fossem substituídas por pequenas luzes de todas as cores...”

Deixar que as emoções se soltem, chorando e sorrindo, e sentir que existe alguém que nos protege... é interiorizado na leitura deste pequeno- grande livro.

“...e o tipografo chora...segue...procura...nas maciezas das margens...a noite avança e o livro não se esgota”.

“...pressente que alguém espreita e lê por cima do seu ombro, mas sabe que o que ali está é um sorriso. Não olha para trás sequer, tão segura está da bondade que encontrará nos olhos de quem espreita...”.

“O tipografo chora em sossego, as lágrimas que verte são felizes, leves, rasto de um explosão de coisas boas...”

“...lenta como a noite, a menina espera a história abre os olhos respira mansa sobre a superfície do rio...é como escolher entre a nascente e a foz quando se quer estar na melhor no melhor sitio do rio- qual a ponta do rio que melhor enche os sentidos?”

São duplas muito felizes (autores e personagens), e fazem com que a poesia se alie à prosa num complemento que torna a leitura quase musical!

Não percam...e deixem-se levar pelas emoções...e por este rio- O DOURO- que como diz MIGUEL TORGA, é no mapa da pequenez que nos coube a única evidência incomensurável com que podemos assombrar o mundo!

Ana Sardinha

Um outro comentário, por Urbano Tavares Rodrigues, poderá ser lido aqui...

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Carlos Martins, médico de família, CS s. João, Porto

Leitura médica: Manual de Medicina Familiar de Ian R. McWhinney Ed. Inforsalus, 1994

Do prefácio à edição portuguesa, escrito por Vítor Ramos: "Uma disciplina científica caracteriza-se por nela poderem ser identificados um objecto de estudo, uma metodologia e um conteúdo minimamente delimitável. Ian McWhinney demonstra neste seu "Manual de Medicina Familiar" que a medicina geral e familiar cumpre, de facto, aqueles três requisitos: 1. Centra-se na PESSOA (doente ou não)... 2. Dispõe de um Método Clínico... 3. Possui um CONTEÚDO..." Esta versão traduzida por Maria Teresa Noronha de Andrade e revista por Armando Brito de Sá mantém-se actual em muitos dos seus aspectos. Foi o livro com que iniciei o meu internato complementar, marcou todo o meu internato e por vezes ainda o vou consultar. É uma excelente porta de entrada para a especialidade de Medicina Geral e Familiar.

A versão original, em inglês, poderá ser adquirida na Livraria MGF.zon

Outras leituras: Falai-me de Amor de Michel Quoist Edições Paulistas, 1986

"AMIGO, Senta-te. Vamos conversar... ESCUTA com o teu coração, de contrário, ouvirás o murmúrio, mas não saborearás a essência das palavras..." É assim que começa este livro. Tocou-me pela primeira vez na minha juventude e, de vez em quando, revisito-o. Relata as visitas de um jovem a um amigo "sábio". Fala da relação entre o homem e Deus, de um amor difícil de compreender à luz da razão, mas que se justifica à medida que se vai descobrindo. Fala da relação entre o homem e a mulher e do amor que os pode realizar numa plenitude difícil de imaginar. Tocou-me. Termina assim: "Na vida, não há necessidade de muita bagagem para partir. Basta amar! Lá fora o sol raiava." Um outro comentário poderá ser lido aqui...

 

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«Nenhum poder humano consegue forçar o impenetrável reduto da liberdade de um coração.»

François Fénelon

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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