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Ébola: o essencial


Carlos Martins - Wednesday, October 08, 2014





Caros colegas,

num mundo cada vez mais global as doenças infecto-contagiosas também se tornam mais facilmente globais. Em relação ao atual surto epidémico do vírus Ébola, chamo a vossa atenção para as seguintes informações, mas sem alarmismo...

  

Segundo a Direção-Geral de Saúde, o que fazer perante um caso suspeito?

Definição de um caso suspeito

É considerado caso suspeito de doença por vírus Ebola um doente que apresente os seguintes critérios clínicos e epidemiológicos:

Critérios clínicos 

Febre de início súbito e pelo menos, mais um dos seguintes sintomas/sinais: Mialgias, astenia, cãibras, odinofagia; Vómitos, diarreia, anorexia, dor abdominal; Cefaleias, confusão, prostração; Conjuntivite, faringe hiperemiada; Exantema maculo-papular, predominante no tronco; Tosse, dor torácica, dificuldade respiratória e ou dispneia; Hemorragias. Em estadios mais avançados da doença pode ocorrer insuficiência renal e hepática, distúrbios da coagulação, entre os quais coagulação intravascular disseminada (CID) e evolução para falência multiorgânica.

e

Critérios epidemiológicos 

História recente, nos 21 dias antes do início dos sintomas, de viagem, escala ou residência na Guiné-Conacry, Libéria, Serra Leoa, Nigéria ou noutros países onde tenham sido reportados casos suspeitos ou confirmados de infeção por vírus Ebola. OU Contacto próximo com doente infetado por vírus Ebola, com objetos ou materiais contaminados ou outras situações definidas no ponto 2.3.

Perante um caso suspeito, o profissional de saúde deverá contactar a DGS através do telefone 300 015 015, para validação da suspeição.

Outras formas para notificar o SNS: Para a linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou para o INEM.

Os hospitais de referência para a doença por vírus Ebola são:

- Hospital de São João (adultos e pediatria)

- Hospital Curry Cabral (adultos) e Hospital D. Estefânia (pediatria)

Deixo algumas informações do site da DGS...

A infeção resulta do contacto direto com líquidos orgânicos de doentes (tais como sangue, urina, fezes, sémen). A transmissão da doença por via sexual pode ocorrer até 3 meses depois da recuperação clínica.

Uma vez que o período de incubação pode durar até 3 semanas é provável que novos casos venham ainda a ser identificados. 

O risco para os países europeus é considerado baixo. No entanto, impõem-se medidas de prevenção que se detalham nos documentos abaixo publicados.

Fonte: http://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/ebola.aspx


Ponto da situação actual:

Update of the epidemiological situation in West Africa

According to WHO figures, as of 1 October, the distribution of the EVD cases is as follows:

Guinea: 1 199 cases and 739 deaths;

Liberia: 3 834 cases and 2 069 deaths;

Sierra Leone: 2 437 cases and 623 deaths;

Nigeria: 20 cases and 8 deaths, with last confirmed case in Lagos on 5 September 2014 (33 days ago) and in Rivers State on first September 2014 (37 days ago);

Senegal: 1 case, no deaths, confirmed on 28 August 2014 (41 days). All contacts have completed 21 days of follow-up

 

As of 7 October, according to national authorities:

United States: 1 case, no deaths, isolated on 28 September 2014;

Spain: 1 case, no deaths, isolated on 6 October 2014.

Fonte: http://www.ecdc.europa.eu/en/press/news/_layouts/forms/News_DispForm.aspx?List=8db7286c-fe2d-476c-9133-18ff4cb1b568&ID=1078

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