Editorialblog

Graves problemas com o SAM

Carlos Martins - Sunday, June 09, 2013

Partilho um texto colocado por um colega, Médico de Família, num fórum de Médicos.  Faço-o com a devida autorização do colega que pediu anonimato. É um texto que vale a pena ser lido porque dá uma boa ideia da angústia com que centenas de Médicos de Família têm trabalhado nas USFs e UCSPs por este país fora... Além da pressão assistencial, 15 minutos por consulta(!), além da pressão da avaliação constante da qualidade do trabalho desenvolvido (através de um conjunto complexo de indicadores), os Médicos de Família do SNS ainda têm que sofrer devido a insuficiências graves do Sistema de Informação. O objectivo desta partilha não é tanto o do "queixume", mas sim alertar os responsáveis para que se corrijam estas situações o mais depressa possível. Aqui fica o texto....

«Na Unidade onde trabalho tenho tido, desde a Consolidação de servidores no datacenter da ARS Norte, GRAVES PROBLEMAS COM O SAM.

Para que a dimensão do problema seja mensurável, passo a reportar tempos de funcionamento da aplicação:
- Entrada ou saída da ficha do utente: cerca de 30 seg
- Entrada ou saída em qualquer um dos programas de Saúde (PF, SM, SI...): cerca de 20 seg
- Entrada ou saída do módulo de prescrição: cerca de 20 seg
- Codificação de problemas no A do SOAP: cerca de 15 seg por problema
- Entrada ou saída no módulo de MCDT´s: cerca de 15 seg
- Consulta da lista de problemas activos do utente: cerca de 10 seg

Estes tempos de acesso aos vários dados do utente e a procedimentos durante a consulta, tornam-na DESESPERANTE.
A aplicação fica a funcionar de modo QUASE normal das 8-8h45m da manha, das 13h30m-14h30m da tarde e a partir das 18h da tarde, o que significa (na minha humilde e ignorante opinião) que esta nova forma de uso dos servidores os sobrecarregou muito mais.

As Unidades que não têm um Servidor "autónomo", mas sim um Servidor "extensão" são aquelas que estão a ser mais afectadas, por aquilo que me tenho apercebido a falar com os meus colegas de trabalho.
Existe também uma grande assimetria entre CS e ACeS, o que apoia, mais uma vez na minha humilde e ignorante opinião, que é a capacidade dos Servidores que neste momento está a em parte a ditar o apropriado uso da aplicação.
Eu concordo totalmente que "reduzir custos em contratos de manutenção com servidores (cerca de 75%)" e "melhorar condições de segurança da informação (backup por mecanismo robotizado, …)" sejam prioridades da ARSN, no entanto, penso que a manutenção da viabilidade do funcionamento da aplicação também deverá ser tida em conta, caso contrário, o impacto negativo no trabalho assistencial "deitará por terra" todo e qualquer esforço para atingir o primeiro objectivo enunciado como um dos principais resultados da consolidação aquando da sua apresentação pela AFSI no Hospital Magalhães Lemos a 20 de Março de 2013.
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