Que evidência para o tratamento da tinea pedis?

Por Mariana Rio, USF São João do Porto 

 

Pergunta clínica: que evidência para a terapêutica oral da tinea pedis?


Desenho do estudo: revisão sistemática, realizada pela Cochrane, de ensaios clínicos aleatorizados sobre a terapêutica oral da tinea pedis em doentes com infecção fúngica diagnosticada clinicamente e confirmada por microscopia e cultura de dermatófitos.


Resultados: terapêutica oral com terbinafina ou itraconazol é mais eficaz que o placebo. Por sua vez, a terbinafina tem uma taxa de cura maior que a griseofulvina, além disso, permite períodos de tratamento mais curtos (2 semanas). Os efeitos laterais mais encontrados foram aqueles que atingiam o sistema gastrointestinal (náuseas e diarreia). Não foi encontrada uma diferença significativa entre os restantes azóis.

 

Comentário: a tinea pedis afecta cerca de 15% da população mundial. A terapêutica oral é reservada para casos refractários ao tratamento tópico ou casos crónicos. Nesta revisão, a maioria dos ensaios clínicos encontrados eram anteriores a 1996 (apenas 5 artigos mais actuais). Poucos estudos sobre este tema têm sido publicados e uma prova disso é a grande semelhança de resultados que esta revisão, publicada em 2012, tem com a versão inicial de 2001. Mantém-se a supremacia da Terbinafina pela menor duração do tratamento, mas desta vez, não foi encontrada diferença de eficácia entre esta e o itraconazol.

 

                                                                                                                                                                                 Artigo original

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