Joana Costa, IFE MGF, UCSP Póvoa de Santa Iria
O National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) publicou, em Dezembro de 2010, uma revisão das suas recomendações de 2005 sobre o uso do clopidogrel e dipiridamol de libertação modificada após um evento vascular oclusivo ou na doença arterial periférica.
As principais implicações da revisão são:
Após acidente vascular cerebral isquémico:
– O clopidogrel é, actualmente, recomendado sem limite na duração do tratamento.
– O dipiridamol, em associação com a aspirina, é recomendado apenas se o clopidogrel estiver contra-indicado ou não for bem tolerado, e o seu uso já não é limitado a um período de dois anos. O mesmo é verdade para o dipiridamol em monoterapia.
Após acidente vascular transitório:
– Mais uma vez, a associação dipiridamol-aspirina está recomendada e sem limite na duração do tratamento. O dipiridamol em monoterapia, só se a aspirina estiver contra-indicada ou não for bem tolerada.
– Não são feitas recomendações quanto ao clopidogrel.
Após enfarte agudo do miocárdio:
– A aspirina mantém-se como tratamento de eleição.
– O clopidogrel está recomendado apenas se a aspirina estiver contra-indicada ou não for bem tolerada.
Na doença arterial periférica:
– O clopidogrel é, actualmente, recomendado nestas situações.
Estas recomendações não se aplicam a pacientes com fibrilhação auricular nem naqueles que necessitam de profilaxia para eventos oclusivos pós-revascularização coronária ou procedimentos na carótida.
O tratamento com o clopidogrel deve ser iniciado pelo seu genérico (baixo custo). Pacientes a fazer terapêutica com clopidogrel ou dipiridamol, com ou sem aspirina, à parte desta nova revisão, devem continuar o tratamento até os próprios ou os seus médicos considerarem apropriado parar.
Apesar de não estar referido nas recomendações, a aspirina em monoterapia seria a escolha lógica, caso o clopidogrel ou o dipiridamol estiverem contra-indicados.
Artigo original: http://www.nice.org.uk/nicemedia/live/13285/52030/52030.pdf
