
Ao longo do nosso internato, o número de cursos online tem vindo a aumentar substancialmente através de várias plataformas, como é o caso do Dr. Share.
Apesar de numa análise muito superficial parecer que os resultados serão limitados em comparação com os cursos presenciais, a realidade é que a forma de organização, a elevada interatividade e o interesse que estas formações demonstram ter, torna-as numa ferramenta valiosa na formação de qualquer médico.
Se considerarmos o dia-a-dia cada vez mais atarefado dos médicos, associado à barreira da “distância geográfica” muitas vezes presente em cursos de qualidade, a acessibilidade à formação interpares fica limitada.
Neste sentido, estes cursos online ajudam-nos a ultrapassar estas barreiras através da visualização da formação a partir do conforto do lar (ou do local ao qual estamos limitados), com a facilidade e a abertura para colocar questões sem hesitações ou receios a um colega profissionalmente especializado na área em discussão. Apesar da sessão ser assistida através de um ecrã, verifica-se que algumas sessões conseguem conquistar algo que se torna mais inatingível nos congressos nacionais ou internacionais: instigar no formando a vontade de procurar as respostas para as dúvidas práticas que frequentemente invadem os consultórios. A qualidade do formador nas diferentes vertentes (conhecimento e recetividade à discussão), permitem otimizar estas formações realizadas à distância de forma mais aliciante e interativa.
Outro potencial benefício, nem sempre presente em todos os cursos, é a possibilidade de visualizar a apresentação em modo diferido, o que aumenta ainda mais a acessibilidade à formação.
Obviamente que este método de aprendizagem não está isento de desvantagens. As falhas técnicas em termos informáticos que atrasam a emissão, e a “perda” da nossa questão no meio de múltiplas que são enviadas, constituem alguns aspetos menos positivos deste tipo de curso.
Em conclusão, apesar de não substituírem a formação presencial, estes cursos online, quando bem organizados e estruturados, são uma ponte sólida e útil que nos ajudam a evoluir como internos, mas, sobretudo, como médicos.
Por Nuno Namora1, Helena Ribeiro2, Maria João Abreu1, Teresa Martins2
