Por Pedro Azevedo, IFE MGF – USF Fânzeres
Segundo o artigo “Stenting versus Aggressive Medical Therapy for Intracranial Arterial Stenosis” publicado em Setembro de 2011 no New England Journal of Medicine a terapia médica agressiva isolada apresentou vantagens em relação à combinação da mesma com a colocação de Stent (Wingspan) na Estenose Arterial Intracraniana. Este foi o primeiro ensaio randomizado sobre o tema, numa amostra de 451 pacientes. Comparou-se os resultados nos dois grupos (com terapia médica agressiva e com terapia médica agressiva + stent) em relação à morte ou enfarte até aos 30 dias e enfartes após 30 dias. Concluiu-se que havia diferença em todas as variáveis de resultado, com melhores resultados no grupo com realização exclusiva de terapia médica intensiva.
O Dr. Bruce Ovbiagele do Journal Watch Neurology escreve sobre este artigo, referindo que a abordagem médica destes pacientes deve seguir o lema “agir rápido e com intensidade'”.
Este é um dos vários exemplos de áreas em que a medicina se tornou intervencionista e hospitalar com a melhoria das técnicas, aptidões operatórias e de monitorização. No entanto, está-se a constatar que muitas destas técnicas não vencem intervenções farmacológicas que podem fazer parte, muitas vezes, da intervenção em cuidados de saúde primários.
Numa sociedade em contenção de custos, vale a pena pensar nisto.
Artigo original: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1105335
