Biblioterapia: A Rapariga que Roubava Livros

 

 

Prescrição: “A Rapariga que Roubava Livros”, de Markus Zusak

Composição do fármaco: Este livro começa por ser surpreendente a partir do primeiro parágrafo, desde logo por quem assume o papel de narrador (não, não vou estragar a surpresa… é preciso ler!). A história passa-se na Alemanha em plena II Guerra Mundial, onde a protagonista, Liesel Meminger, uma menina de 9 anos, tem um fascínio hipnotizante por livros, mesmo não sabendo ler. É adotada por um casal alemão, em Molching (um subúrbio de Munique), tendo o pai adotivo um papel determinante na vida desta rapariga. Um livro original, com a perspetiva do outro lado sobre os dias de guerra e as dúvidas que nos levanta, mas também nos mostra o amor às palavras, à literatura e aos livros.

Indicações terapêuticas: descobrir o prazer das palavras e da leitura; admirar a luta pela sobrevivência, a inocência e o entusiasmo pela vida; combater racismo ou qualquer tipo de sectarismo; repensar as nossas prioridades.

Efeitos secundários: história tão cativante e fácil de ler que nos vicia nas suas personagens; espanto e surpresa; resistência face à adversidade; inquietude pelo lado negro da Humanidade.

Não tomar se: levar a vida demasiado a sério.

Como tomar: mesma posologia para adultos e adolescentes, com diferentes reações se lido mais do que uma vez.  Ler 1 a 2 capítulos por dia (se se conseguir conter) ou ler simplesmente ao seu ritmo. Também existe em formulação de filme, mas o livro tem sem dúvida efeito mais duradouro.

Biografia do autor: Markus Zusak nasceu em 1975, em Sydney, Austrália, onde vive atualmente. Cresceu a ouvir histórias sobre a II Grande Guerra, sob a perspetiva alemã, o país natal da sua mãe. Com a publicação de A Rapariga Que Roubava Livros, a crítica internacional considerou-o como um fenómeno literário e um dos mais inovadores e poéticos romancistas da atualidade. Este é o seu 5º livro, rendendo-lhe diversos prémios. Sobre ele Zusak diz que «Quis escrever algo completamente diferente do que tinha feito antes».

3ª Ed Newsletter “Livros São o Melhor Remédio”

Por Rita Reis Santos, médica de família na USF Pulsar, ULS Coimbra

 

 

 

BiblioterapiaLivros
Menu