Biblioterapia: Mataram a Cotovia

 

 

Prescrição: “Mataram a Cotovia”, de Harper Lee

Composição do fármaco: Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo duma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caraterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância.

Indicações terapêuticas: indicado se gosta de ler sobre temas controversos mas importantes como o racismo, preconceito, educação, valores, justiça, através do olhar de uma criança.

Efeitos secundários: Poderá ficar a pensar durante muito tempo quem é a Cotovia nesta história. A leitura deste livro pode levar a sentimentos de empatia e aceitação do outro, sobretudo do que é diferente.

Não tomar se: não deve ler este livro se não quiser ser contagiado com o olhar puro de uma criança sobre o mundo.

Como tomar: Este medicamento pode ser utilizado por jovens, adultos e idosos. Não existe dose máxima diária, mas deve ser tomado aos poucos para potenciar o efeito do medicamento.

Biografia da autora: (Nelle) Harper Lee nasceu em Monroeville, Alabama, a 28 de abril de 1926. Em criança, teve como vizinho e colega de escola Truman Capote. Depois de um verão na Universidade de Oxford, em Inglaterra, Lee abandonou os estudos de Direito e partiu para Nova Iorque, decidida a tornar-se escritora. Lee acabou de escrever Mataram a Cotovia no verão de 1959. Publicado em julho de 1960, o romance recebeu no ano seguinte o Prémio Pulitzer de Ficção.

2ªEd Newsletter “Livros São o Melhor Remédio”

Por Carolina Duarte Nobre, USF Briosa, ULS Coimbra

 

 

 

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