Prescrição: “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen
Composição do fármaco: Este clássico apresenta-nos Elizabeth Bennet, uma jovem mulher de uma família da classe média rural inglesa do século XIX que por isso mesmo experencia a maior provação que uma mulher naquela época pode sofrer – encontrar um marido com estatuto social que permita que a família dela consiga assegurar o seu futuro – algo ainda mais problemático pelo facto de, para além de Elizabeth, a pobre Sra. Bennet ter mais quatro filhas para casar e nenhum filho que possa herdar a propriedade da família. Contudo, a nossa Lizzy não se conforma com as regras habituais da sociedade (motivo pelo qual é a favorita do seu pai), desenvolvendo preconceito em relação à mesma e, em particular, em relação ao Mr. Darcy, julgando-o desde o primeiro momento.
Indicações terapêuticas: para aqueles que adoram um romance clássico, cheio de crítica social e sentido de humor mordaz, com uma personagem principal feminina que não tem medo de marcar a sua posição, caindo por outro lado na ratoeira de julgar os que estão à sua volta demasiado depressa.
Efeitos secundários: pode irritar-se várias vezes com as pressões da sociedade em relação às mulheres, mas irá sentir-se rendido ao carácter do Mr. Darcy em compensação.
Não tomar se: não se quiser perder no mundo dos bailes e chás da sociedade inglesa do século XIX.
Como tomar: Pode ser consumido por jovens, adultos e idosos, principalmente se quiserem viver um romance entre duas pessoas orgulhosas que aprendem a ultrapassar o preconceito juntas.
Biografia da autora: Jane Austen é uma das maiores romancistas da literatura inglesa do século XIX. Nascida a 1775, em Steventon, Hampshire. Escreveu a sua primeira obra, “Lady Susan” aos 17 anos. Algumas das suas obras mais conhecidas são “Orgulho e Preconceito” e “Sensibilidade e Bom Senso”, tendo presente em todas as suas obras uma critica à sociedade e um humor perspicaz. Ao contrário do que era esperado de si, nunca casou. As suas obras, apesar de escritas desde tenra idade, foram recusadas, tendo sido publicadas apenas a partir de 1811.
11ª Ed Newsletter “Livros São o Melhor Remédio”
Por Helena Nogueira Martins, médica interna de MGF na USF Pulsar, ULS Coimbra

