Por Ricardo Rocha, UCSP Moimenta da Beira
Pergunta clínica: quais são as estratégias mais eficazes para melhorar a segurança dos doentes?
Desenho do estudo: revisão bibliográfica e recomendação de peritos.
O grupo de trabalho, que incluiu o Institute of Medicine e a Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), realizou uma revisão sistemática onde avaliaram os dados sobre as estratégias atuais para melhorar a segurança do paciente. Foi avaliada a qualidade das revisões sistemáticas existentes sobre estes temas tendo sido realizadas novas pesquisas bibliográficas, quando necessário. Foram examinados estudos individuais sobre as intervenções de segurança pela qualidade e risco de viés. Os autores avaliaram a força da evidência da eficácia de cada intervenção, relataram evidências sobre as possíveis consequências nefastas, avaliaram a dificuldade na implementação e os custos estimados.
Resultados: Das 41 estratégias de segurança identificadas, foram escolhidas 10 medidas principais para adoção imediata.
As 10 “regras de ouro” para segurança dos doentes
1 – Listas de verificação (checklists) pré-operatórias e de anestesia para prevenção de eventos durante a cirurgia e pós-operatórios
2 – Checklists para prevenir infecção associada a colocação de cateter central
3 – Intervenções para reduzir o uso de sonda vesical
4 – Conjunto de medidas que incluem elevação da cabeceira da cama, diminuição da sedação, higiene bucal e subglótica com clorexidina e aspiração de tubo endotraqueal para prevenir a pneumonia associada à ventilação mecânica.
5 – Higiene das mãos.
6 – Evitar usar abreviaturas de “alto risco” de provocarem dano (ver exemplo).
7 – Intervenções multidisciplinares para reduzir as úlceras de pressão.
8 – Precauções para impedir infecções associadas aos cuidados de saúde.
9 – Colocação de cateter central guiado por ecografia
10 – Intervenções para melhorar a profilaxia de tromboembolismo venoso.
Comentário: Estas medidas ajudam não só a melhorar a segurança dos doentes, mas apostando na prevenção das doenças, permitem também reduzir custos e tornar os serviços de saúde mais aptos e eficazes na sua função enquanto promotores de saúde na comunidade.
