
O que é?
É um conjunto de análises e/ou dados ecográficos feitos durante a gravidez que permite calcular o risco de ter um bebé afectado com uma determinada anomalia, nomeadamente:
– Síndrome de Down (Trissomia 21/mongolismo/mongoloidismo)
– Defeitos Abertos do Tubo Neural
– Síndrome de Edwards (Trissomia 18)
As mulheres que forem identificadas como tendo um risco elevado (designado “rastreio positivo”) podem optar por fazer um teste diagnóstico para confirmar ou não a presença da anomalia. Perante o diagnóstico de uma anomalia, a mulher poderá optar pela interrupção da gravidez.
Métodos de rastreio disponíveis
Rastreio do 1º Trimestre: faz-se entre as 10 e as 13 semanas (preferencialmente às 11 semanas). Existem 3 métodos disponíveis:
– ecografia (com medição da translucência da nuca)
– análises de sangue
– ecografia + análises de sangue.
O rastreio do 1º trimestre não se aplica aos Defeitos do Tubo Neural.
Rastreio do 2º Trimestre: faz-se entre as 14 e as 22 semanas (preferencialmente às 15 semanas)
Rastreio Integrado: faz-se em 2 fases, no 1º e 2º trimestre. Os resultados não são revelados até à conclusão dos testes do 2º trimestre, altura em que os dados são integrados num resultado único. No 1º trimestre é feita uma análise de sangue e realizada a ecografia (rastreio integrado completo). Quando não há acesso à ecografia, faz-se apenas a análise de sangue (rastreio integrado simples). No 2ºT é feita outra colheita de sangue.
NOTA: Para todos os rastreios é necessária a existência de uma ecografia prévia para saber exactamente o tempo de gravidez.
O que significam os resultados?
O risco para cada um dos síndromes é calculado com base na idade da grávida (quanto maior a idade, maior o risco), nos valores das análises ao sangue efectuadas e nos dados avaliados por ecografia, nomeadamente a translucência da nuca (espessura de um espaço com líquido na parte posterior do pescoço do bebé – normalmente aumentada no Síndrome de Down e outras anomalias).
RASTREIO POSITIVO significa que a grávida tem um risco mais elevado de ter um bebé afectado por algum(s) destes síndromes:
Para Síndrome de Down: neste caso é proposta a realização de uma AMNIOCENTESE que permitirá saber com segurança se o feto é afectado ou não (algumas grávidas com rastreios positivos não têm bebés com esta doença).
Para Defeitos Abertos do Tubo Neural é sugerida a realização de uma ECOGRAFIA DETALHADA para observação da cabeça e da coluna vertebral do bebé, em pormenor.
Para Síndrome de Edwards: é proposta uma ECOGRAFIA DETALHADA e, eventualmente, uma AMNIOCENTESE.
RASTREIO NEGATIVO significa que a grávida tem um risco baixo para uma destas anomalias. Não está indicado nestes casos qualquer teste adicional. No entanto, embora um rastreio negativo signifique que o seu risco de ter um bebé afectado não é elevado, não exclui totalmente essa possibilidade, já que só a amniocentese o poderá fazer.
Não se esqueça: tem sempre o direito de recusar fazer os exames em qualquer fase do processo.
Dra. Sílvia Henriques
USF Porta do Sol, Matosinhos
