Vírus da bofetada

Virose da bofetada

Ontem, pela manhãzinha, fui surpreendido por um motivo de consulta invulgar…

Estava a fazer “consulta aberta”.  Chamamos “consulta aberta” à consulta que se destina a atender pacientes de todo o Centro de Saúde que recorrem por uma situação não programada, muito ao jeito do moderno “walk-in”. Veio então uma mãe com o filho de 8 anos. A consulta era para a criança, que se encontrava bem naquele momento. Contudo, “tem andado com a face muito vermelha e a orelha esquerda também”.  Além disso, tinha-se queixado de umas picadelas nos dedos das mãos. Não tinha apresentado febre e andava bem disposta. A mãe tinha ouvido nas notícias que havia um surto da “virose da bofetada” e resolveu passar pela consulta para ficar descansada.

Confesso que já há muito que não ouvia falar desta virose. Foi muito útil ter a internet no consultório… Com uma simples pesquisa, rapidamente fui ao encontro das notícias que preocuparam esta mãe: “Vírus da bofetada atinge alunos” no JN ou “Delegada de saúde sossega pais sobre «vírus da bofetada»” no DD.

Trata-se de uma doença conhecida como “Eritema infeccioso”, que é provocada por um vírus chamado parvovírus humano B19. Esta virose é “benigna” manifestando-se por rubor e sensação de calor na face podendo também passar para os membros. Transmite-se por gotículas de saliva e quando o rubor se manifesta, a criança já não se encontra contagiosa. Raramente origina febre. A única atitude a tomar será a de aguardar que passe.

Esta infecção pode ser preocupante apenas quando ocorre na grávida, pois pode conduzir à morte fetal. Também pode ser mais complicada se ocorrer em pessoas com doenças do sangue (hemoglobinopatias, talassemia…) ou em pessoas imunodeficientes.

Uma pesquisa no motor de busca personalizado da secção “Público” do MGFamiliar.net conduziu-me ao seguinte texto informativo do Manuel Merck de Saúde para a Família.

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